Cooperativa de Usuários do Freixo do Meio, Crl


“A pesar de todas as dificuldades, a pesar de todos os obstáculos que um sistema económico, que de resto não poderia ter sido outro, lhes levantou, os homens mostraram sempre o seu desejo de cooperação, o gosto da vida em comum em que possam auxiliar-se, puseram sempre como ideal um estado de sociedade, uma organização em que não teriam de separar o seu interesse individual do interesse da comunidade, em que os dois aspectos da sua vida na terra formassem um todo e lhes dessem a harmonia, a paz, a tranquilidade interior que os homens buscam acima de tudo.”

Agostinho da Silva, «As Cooperativas, Iniciação», 1942

A Cooperativa, que agora estrutura o trabalho de economia social desenvolvido na herdade do Freixo do Meio há varias gerações, pretende essencialmente integrar e regular os diferentes usos deste Bem Comum. O objectivo principal é o de compatibilizar a melhoria permanente da relação com os recursos e a obtenção da abundância de bens e de serviços.

Para tal, a Cooperativa de Usuários do Freixo do Meio, Crl, adoptou uma vocação integral embora se centre inicialmente no alimento. Cremos que a abordagem sectorial limita a verdadeira interiorização do Comum, pelo que integramos diferentes sectores autónomos:

  • Consumo (sector de referencia)
  • Prestação de serviços
  • Agroecologia
  • Habitação
  • Educação
  • Saúde

Proprietários, prestadores de serviços, consumidores, habitantes, agricultores, vizinhos e utilizadores lúdicos, entre outros, organizam-se como cooperadores nos diferentes sectores que formam esta instituição reconhecida no âmbito da Lei Portuguesa de Economia Social. A Cooperativa admite ainda cooperantes donatários e investidores, com as salvaguardas necessárias para assegurar os interesses da instituição.

Os princípios que regem a cooperativa são:

  • Adesão voluntária e livre
  • Gestão democrática pelos membros
  • Participação económica dos membros
  • Autonomia e independência
  • Educação, formação e informação
  • Intercooperação
  • Interesse pela comunidade

O âmbito de actuação é amplo. Desde logo, fornecer aos seus membros bens ou serviços provenientes da herdade do Freixo do Meio, de projectos agregados, ou ali levados a cabo, ou seja:

  • Produção agroecológica
  • Transformação e distribuição de alimentos
  • Turismo de natureza
  • Solidariedade social
  • Assistência técnica
  • Gestão de lojas
  • Restauração
  • Contabilidade
  • Educação
  • Formação técnica e consultoria, aos seus membros e a terceiros

No entanto o modelo estende-se também a actividades complementares, que visam sobretudo a promoção da salvaguarda dos direitos do consumidor e do meio ambiente tais como:

  • Actividades de apoio às explorações agrícolas
  • Desenvolvimento de produtos de qualidade
  • Desenvolvimento sustentável das florestas
  • Desenvolvimento tecnológico e experimentação agro-florestal
  • Desenvolvimento de serviços agro-rurais
  • Requalificação ambiental
  • Valorização do ambiente e do património rural

A Cooperativa de Usuários do Freixo do Meio, Crl, iniciou a actividade a 1 de Janeiro de 2018 com o Capital Social de 5.000,00 € (cinco mil euros). No primeiro ano após a admissão, cada cooperador subscreve, pelo menos, 4 títulos de capital (25€) por cada secção em que se inscreva, correspondentes ao montante agregado de 100,00 € (cem euros).

Clique aqui para consultar o artigo publicado no nosso blog sobre o lançamento desta Cooperativa.

Download: Estatutos_Cooperativa_de_Usuarios_do_Freixo_do_Meio_CRL.pdf